Pesquisa internacional analisou a relação entre o imunizante e os efeitos sobre a saúde cardiovascular
Um estudo internacional revelou que uma vacina popular pode estar associada à redução do risco de ataque cardíaco e AVC (acidente vascular cerebral). A pesquisa, apresentada nesta quinta-feira (28) no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia de 2025, em Madri, analisou a relação entre a imunização contra herpes-zóster e os efeitos sobre a saúde cardiovascular.
De acordo com os pesquisadores, a aplicação da vacina contra herpes-zóster foi ligada a um risco menor de eventos graves, como ataques cardíacos e AVCs. Trata-se da primeira revisão sistemática global a reunir evidências robustas sobre essa possível associação.
“Analisamos as evidências disponíveis e descobrimos que, nesta análise, a vacinação contra herpes-zóster esteve associada a um menor risco de eventos cardiovasculares, como ataque cardíaco ou AVC. Mais estudos são necessários para confirmar se essa redução se deve, de fato, ao efeito direto da vacina”, explicou Charles Williams, diretor médico associado global de Assuntos Médicos da GSK.
O levantamento incluiu 19 estudos e um ensaio clínico randomizado, envolvendo diferentes tipos de vacina contra herpes-zóster, como a recombinante (RZV) e a viva atenuada (ZVL). Os resultados mostraram uma redução de até 18% no risco de eventos cardiovasculares em adultos.
Apesar dos achados, os especialistas destacam que a maior parte das evidências veio de estudos observacionais, o que impede afirmar com certeza que a vacina popular é a responsável direta pela redução do risco de ataque cardíaco e AVC.
O herpes-zóster, também conhecido como cobreiro, é causado pela reativação do vírus varicela-zóster, o mesmo da catapora. Além de provocar dor intensa e erupções cutâneas, o vírus pode atingir vasos sanguíneos na cabeça, favorecendo inflamações e aumentando as chances de complicações graves, como derrame.
FONTE: MAISGOIÁS