sexta-feira, agosto 29, 2025
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O que muda na vida de Alexandre de Moraes com Lei Magnitsky? Veja

Sanções impostas pelos Estados Unidos atingem o ministro do STF

A pergunta que vem ganhando espaço no noticiário político e jurídico é: o que muda na vida de Alexandre de Moraes com a Lei Magnitsky? A resposta envolve sanções impostas pelos Estados Unidos que atingem diretamente o ministro do STF, impactando desde o acesso a serviços bancários até o uso de plataformas digitais e redes sociais.

Na última quarta-feira (30), os EUA anunciaram que o ministro Alexandre de Moraes está oficialmente sob sanções da Lei Magnitsky, legislação norte-americana criada para punir estrangeiros acusados de violações de direitos humanos e corrupção. Com isso, a vida de Moraes pode mudar consideravelmente, especialmente no que diz respeito ao uso de serviços ligados à jurisdição americana.

Entre os principais efeitos da Lei Magnitsky, estão: proibição de entrada nos Estados Unidoscongelamento de bens em território americano e impedimento de transações financeiras com instituições dos EUA — diretas ou indiretas. Mesmo cartões emitidos no Brasil, como Visa e MasterCard, podem ser bloqueados, já que são operados por empresas com sede nos Estados Unidos.

Segundo especialistas, como a advogada Natalia Kubesch da ONG Redress, os impactos da Lei Magnitsky não se limitam à esfera financeira. Alexandre de Moraes pode ter dificuldades para manter contas em redes sociaisserviços de nuveme-mails, e até streamings como Amazon Prime e Netflix, todos com sede nos EUA. Há precedentes em que contas foram encerradas após aplicação de sanções semelhantes, como no caso de figuras ligadas ao governo da Rússia e do Irã.

Apesar disso, há uma “zona cinzenta jurídica” no caso de redes sociais. Embora Alexandre de Moraes esteja sancionado, plataformas como GoogleMeta e X (antigo Twitter) não são obrigadas, a princípio, a suspender suas contas — a menos que ele utilize esses meios para violar os termos das sanções.

Em nota, o governo brasileiro repudiou a decisão, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestou solidariedade a Moraes, alegando que as sanções seriam fruto de pressão de políticos brasileiros que “traem a pátria”. O próprio STF também saiu em defesa do ministro, afirmando que todas as decisões dele foram referendadas por outros magistrados da Corte.

Lei Magnitsky, aprovada inicialmente em 2012, foi criada para punir responsáveis pelo assassinato do advogado russo Sergei Magnitsky, morto após denunciar corrupção na Rússia. Em 2016, a legislação foi expandida para alcançar qualquer autoridade estrangeira acusada de abusos graves de direitos humanos — o que os EUA alegam que Alexandre de Moraes cometeu ao autorizar prisões arbitrárias, restringir liberdade de expressão e “censurar” mídias sociais ligadas ao ex-presidente Donald Trump.

De acordo com o Departamento do Tesouro americano, as ações de Moraes fazem parte de uma “campanha opressiva de censura”, inclusive envolvendo o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentar reverter o resultado das eleições de 2022.

Agora, com a inclusão na chamada SDN list (lista de cidadãos especialmente designados e bloqueados), Alexandre de Moraes passa a ter a vida sob vigilância e restrições amplas, mesmo fora dos Estados Unidos. A depender da reação do mercado financeiro e das empresas de tecnologia, os impactos práticos da sanção podem se intensificar nos próximos meses.

*Com informações da BBC

FONTE: MAISGOIÁS

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