sábado, agosto 30, 2025
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EUA dobram recompensa por informações que levem à prisão de Nicolás Maduro

Recompensa supera a oferecida por Bin Laden após ataques de 11 de setembro

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (7) que dobrou a recompensa por informações que levem à prisão de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela. O valor, que antes era de US$ 25 milhões, agora chega a US$ 50 milhões — cerca de R$ 271 milhões. A procuradora-geral americana, Pam Bondi, afirmou que Maduro é considerado “um dos maiores narcotraficantes do mundo” e que Washington busca ampliar a pressão para capturá-lo.

Segundo Bondi, Nicolás Maduro teria ligação direta com grupos criminosos como o Trem de Arágua — classificado como organização terrorista pelos EUA — e o cartel de Sinaloa, no México. A procuradora disse que a DEA, agência antidrogas americana, apreendeu 30 toneladas de cocaína ligadas a Maduro e seus aliados, sendo quase sete toneladas associadas diretamente ao presidente.

Acusações e negações

As acusações contra Nicolás Maduro incluem narcoterrorismo, corrupção e tráfico de drogas. No entanto, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta sexta-feira que não há provas de vínculo entre Maduro e o cartel de Sinaloa. Ela pediu que, caso existam evidências, elas sejam apresentadas oficialmente.

O chanceler venezuelano, Yvan Gil, reagiu chamando o anúncio da recompensa de “patético” e “propaganda política”. Segundo ele, trata-se de uma tentativa de “distração desesperada” diante de problemas internos nos EUA.

Sanções e operações

Em julho, os EUA também sancionaram o chamado Cartel de los Soles, que, segundo o Departamento do Tesouro americano, seria comandado por Nicolás Maduro e outros membros de alto escalão do regime. Além disso, Hugo Carvajal, ex-chefe da inteligência militar venezuelana, foi condenado nos Estados Unidos por tráfico de drogas, aumentando a pressão sobre o presidente venezuelano.

Relação política e pragmatismo

Apesar do clima de tensão, o ex-presidente Donald Trump selou recentemente um acordo com a ditadura de Nicolás Maduro, permitindo que a petroleira Chevron continuasse operando na Venezuela. O gesto, visto como pragmático por analistas, veio acompanhado da libertação de 10 americanos presos no país e da deportação de 252 venezuelanos dos EUA.

Crise interna

Venezuela, governada por Maduro desde 2013, enfrenta graves dificuldades financeiras, com relatos de suspensão de financiamentos da China e dívidas bilionárias com países como o Brasil. No cenário político, o líder chavista é acusado por organismos internacionais e opositores de reprimir manifestações, censurar a imprensa e violar direitos humanos.

Com o valor da recompensa agora em US$ 50 milhões, os EUA deixam claro que pretendem manter a pressão máxima sobre Nicolás Maduro, enquanto a crise política e econômica venezuelana continua sem solução à vista.

FONTE: MAISGOIÁS

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