segunda-feira, março 30, 2026
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Sem o Estreito de Ormuz, Brasil fecha acordo com Turquia para rota alternativa para exportações do agronegócio

A rota será utilizada para a entrega de produtos com destino ao Oriente Médio e a Ásia Central.

O Brasil concluiu um acordo com a Turquia para que o país se torne uma rota alternativa para exportações do agronegócio, em meio ao fechamento do Estreito de Ormuz, informou o Ministério da Agricultura nesta quinta-feira (26).

A rota será utilizada para a entrega de produtos com destino ao Oriente Médio e à Ásia Central.

Segundo o governo, a rota da Turquia já era usada por exportadores brasileiros, mas o país passou a fazer novas exigências sanitárias para produtos sujeitos ao controle veterinário oficial, como os de origem animal.

Segundo o Ministério da Agricultura do Brasil, o entendimento permite que produtos brasileiros atravessem o território turco ou fiquem armazenados temporariamente antes de seguir para outros países. A medida é considerada estratégica diante do impacto global causado pelo bloqueio de uma das principais passagens marítimas do mundo.

O documento, chamado Certificado Veterinário Sanitário para Produtos Sujeitos a Controles Veterinários em Trânsito Direto pela República da Turquia ou para Armazenamento Temporário, garante mais segurança jurídica e agilidade logística para os embarques.

O fechamento do Estreito de Ormuz provocou mudanças significativas nas rotas comerciais internacionais. A via é responsável por conectar grandes produtores de petróleo do Golfo — como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos — ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico.

Sem essa passagem, navios com cargas brasileiras precisaram ser redirecionados, elevando custos de frete e aumentando o tempo de entrega. Além do petróleo, a rota também é essencial para o transporte de fertilizantes e outros insumos agrícolas.

A expectativa do governo é que o acordo com a Turquia reduza os impactos logísticos e ajude a manter a competitividade do agronegócio brasileiro em mercados estratégicos.

FONTE: LUMA NOTÍCIA, G1 AGRO, CNN BRASIL

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