O estado de Goiás registrou um avanço preocupante nos pedidos de recuperação judicial no agronegócio em 2025. Segundo dados da Serasa, foram 296 solicitações — o equivalente a 15% do total nacional — colocando Goiás na segunda posição do ranking, atrás apenas de Mato Grosso.

Serasa
A Serasa é uma empresa brasileira de análise de crédito e informação financeira. Fundada em 1968, atua como principal birô de crédito do país, oferecendo dados e soluções para avaliação de risco, prevenção a fraudes e concessão de crédito a consumidores e empresas.
Serviços e produtos
A empresa oferece relatórios de crédito, pontuação Serasa Score, soluções antifraude e ferramentas de gestão de risco. Também mantém a plataforma Serasa Limpa Nome, que facilita renegociação de dívidas com descontos, e disponibiliza consultas gratuitas de CPF e CNPJ para consumidores e empresas.
Impacto e relevância
A Serasa é referência no mercado brasileiro de crédito, influenciando diretamente decisões financeiras de milhões de pessoas e negócios. Seus dados ajudam bancos, fintechs e varejistas a reduzir inadimplência e ampliar o acesso ao crédito, desempenhando papel central no sistema financeiro nacional.
Presença e tecnologia
Com sede em São Paulo e presença em todo o país, a Serasa investe em inteligência artificial, big data e soluções de open banking. Sua atuação digital fortalece o ecossistema de crédito e a inclusão financeira no Brasil.

No Brasil, ao todo, foram contabilizados 1.990 pedidos no setor, refletindo um cenário de pressão crescente sobre produtores rurais. O aumento é atribuído a uma combinação de fatores, como a alta nos custos de produção, a queda no preço das commodities agrícolas e os impactos climáticos recentes.
Especialistas apontam que o momento é de margens apertadas e pouca perspectiva de melhora no curto prazo. O encarecimento de insumos, como fertilizantes, aliado à desvalorização dos grãos, tem comprometido a rentabilidade no campo e levado produtores a buscar alternativas para reorganizar suas finanças.
A recuperação judicial surge como um instrumento para renegociação de dívidas e manutenção das atividades. No entanto, o crescimento desses pedidos também gera um efeito colateral: maior cautela por parte de bancos e instituições financeiras. Isso tende a dificultar o acesso ao crédito e elevar os custos de financiamento para o setor.

Dados do Banco Central do Brasil mostram que, entre julho de 2025 e janeiro de 2026, foram liberados cerca de R$ 316,5 bilhões em crédito rural. Apesar do volume expressivo, o montante ainda está abaixo da necessidade estimada do setor, que gira em torno de R$ 1,1 trilhão por safra. Além disso, houve uma queda de 18,5% na liberação de recursos no início da safra 2025/2026, indicando um aperto no financiamento.
Diante desse cenário, produtores têm buscado alternativas fora do sistema bancário tradicional, como o mercado de capitais, que exige maior organização e gestão financeira das propriedades rurais.
Para o consumidor, os reflexos podem chegar à mesa. Com menos acesso a crédito, a tendência é de redução nos investimentos e possível queda na produção, o que pode pressionar os preços dos alimentos.
Entidades do setor defendem medidas para amenizar a crise, como mudanças nas condições de renegociação de dívidas e ampliação das políticas de crédito rural, incluindo propostas em discussão no Congresso Nacional.
FONTE: LUMA NOTÍCIA.MAISGOIÁS






