segunda-feira, março 30, 2026
HomeAGROBRASIL PRORROGA EMERGÊNCIA ZOOSSANITÁRIA POR GRIPE AVIÁRIA E REFORÇA MEDIDAS DE CONTROLE

BRASIL PRORROGA EMERGÊNCIA ZOOSSANITÁRIA POR GRIPE AVIÁRIA E REFORÇA MEDIDAS DE CONTROLE

Galinhas em granja em Taquari (RS) — Foto: Reuters

Segundo o governo, a prorrogação permite adotar medidas mais rápidas para conter e eliminar novos focos da doença, além de facilitar o uso de recursos federais, especialmente em caso de registros em granjas comerciais.

O governo federal decidiu prorrogar por mais 180 dias o estado de emergência zoossanitária em todo o país devido ao avanço da gripe aviária. A medida, anunciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária nesta quinta-feira (26), tem caráter preventivo e busca agilizar ações de combate à doença.

Segundo a pasta, a decisão ocorre diante da circulação de uma variante mais agressiva do vírus entre aves silvestres. Com a prorrogação, o governo poderá adotar medidas mais rápidas para conter novos focos, além de facilitar o acesso a recursos federais, especialmente em casos que envolvam granjas comerciais.

A Influenza Aviária é uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente aves, podendo também atingir mamíferos e, em situações raras, seres humanos que tenham contato direto com animais infectados. A transmissão ocorre por secreções, fezes ou contato com carcaças contaminadas.

O primeiro caso da doença no Brasil foi registrado em 15 de maio de 2023, em aves silvestres. Já o único foco em criação comercial até agora foi confirmado em maio de 2025. Ao todo, o país contabiliza 188 ocorrências, sendo a maioria em aves silvestres, além de registros em criações de subsistência e apenas um em granja comercial.

Esse caso isolado chegou a provocar restrições de importação por parte de alguns países, mas os embargos foram suspensos ao longo de 2025 após a resolução do foco.

Situação no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, o número de mortes de aves por gripe aviária subiu para 15 neste mês. Os casos envolvem principalmente cisnes-brancos encontrados na Estação Ecológica do Taim, área que foi interditada por tempo indeterminado para conter o avanço da doença.

Equipes do governo estadual e órgãos ambientais seguem realizando monitoramento diário na região, com busca ativa por animais doentes ou mortos. Caso novos focos sejam confirmados, as autoridades afirmam que os animais serão recolhidos e eliminados de forma controlada para evitar a disseminação do vírus.

O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária confirmou a presença do vírus após análise de amostras coletadas no fim de fevereiro.

Apesar do aumento de casos entre aves silvestres, o governo reforça que não há risco no consumo de carne de frango ou ovos, e que a situação não afeta o status sanitário do país nem o comércio de produtos avícolas

Este é o segundo registro recente da doença na reserva — o anterior ocorreu em 2023 e levou ao fechamento da área por cerca de seis meses. A vigilância segue intensificada para evitar que o surto se amplie e atinja granjas comerciais.

FONTE: LUMA NOTÍCIA, G1 AGRO

NOTÍCIAS SIMILIARES

PUBLICIDADE

spot_imgspot_imgspot_img

spot_img

spot_imgspot_imgspot_img

spot_imgspot_imgspot_img

NOTÍCIAS RELEVANTES

Comentários Recentes