Segundo a Polícia Civil, Vanessa Marega é investigada por aplicar golpes na internet ao anunciar produtos abaixo do preço e não realizar as entregas. Foram identificadas mais de 80 vítimas em Anápolis.
A empresária Vanessa Lorany Reges de Almeida, de 34 anos, conhecida nas redes sociais como Vanessa Marega, é considerada foragida da Justiça. Segundo o delegado Leonilson Pereira, ela é investigada por aplicar golpes na internet ao anunciar produtos abaixo do preço e não realizar as entregas, em Anápolis, a 55 km de Goiânia. O prejuízo estimado é de R$ 878.203,99.
A defesa da empresária não foi localizada até a última atualização desta reportagem.
Na quarta-feira (22), a Polícia Civil deflagrou a Operação Chamariz para o cumprimento de diversas medidas cautelares contra a investigada: mandados de busca e apreensão, quebras de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático, sequestro e bloqueio judicial de bens e valores e bloqueio judicial de imóvel.
Prints mostram que entre os produtos anunciados por Vanessa estão celulares de última geração, televisão, lava e seca e caixa de som.Os descontos chegavam a até 70%.
Até o momento, foram ouvidas sete vítimas e registradas 91 ocorrências policiais. “No que tange a região de Anápolis, são mais de 80 vitimas”, destacou o delegado.
De acordo com a investigação, a empresária já possui histórico semelhante na região de Aparecida de Goiânia. Há indícios de que Vanessa Lorany tenha fugido para o Paraguai, informou a polícia.
Como o golpe era aplicado?

Segundo a polícia, Vanessa garantia aos clientes a reserva e o envio dos produtos mediante pagamento antecipado via Pix.
De acordo com as investigações, para criar uma falsa aparência de legitimidade e gerar “prova social”, a suspeita realizava entregas pontuais. O retorno positivo desses clientes era amplamente divulgado nas redes sociais para atrair novas vítimas.
“Essa empresária realizava a venda de produtos eletrônicos envolvendo redes sociais — WhatsApp, Instagram — e o preço dos produtos era abaixo do valor de mercado. Só que ela exigia o pagamento antecipado via Pix e realizava algumas entregas de forma a se dar um feedback positivo, e deixava de realizar várias outras, onde as vítimas ficavam sem o valor e sem o produto”, disse o investigador.
FONTE: G1






