quinta-feira, julho 23, 2026
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Empresária é procurada por golpes na internet que causaram prejuízo estimado em mais de R$ 800 mil, diz delegado

Segundo a Polícia Civil, Vanessa Marega é investigada por aplicar golpes na internet ao anunciar produtos abaixo do preço e não realizar as entregas. Foram identificadas mais de 80 vítimas em Anápolis.

vídeo do caso :https://g1.globo.com/go/goias/videos-bom-dia-go/video/policia-faz-buscas-contra-influenciadora-suspeita-de-golpes-em-anapolis-14804359.ghtml

A empresária Vanessa Lorany Reges de Almeida, de 34 anos, conhecida nas redes sociais como Vanessa Marega, é considerada foragida da Justiça. Segundo o delegado Leonilson Pereira, ela é investigada por aplicar golpes na internet ao anunciar produtos abaixo do preço e não realizar as entregas, em Anápolis, a 55 km de Goiânia. O prejuízo estimado é de R$ 878.203,99.

A defesa da empresária não foi localizada até a última atualização desta reportagem.

Na quarta-feira (22), a Polícia Civil deflagrou a Operação Chamariz para o cumprimento de diversas medidas cautelares contra a investigada: mandados de busca e apreensão, quebras de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático, sequestro e bloqueio judicial de bens e valores e bloqueio judicial de imóvel.

Prints mostram que entre os produtos anunciados por Vanessa estão celulares de última geração, televisão, lava e seca e caixa de som.Os descontos chegavam a até 70%.

Até o momento, foram ouvidas sete vítimas e registradas 91 ocorrências policiais. “No que tange a região de Anápolis, são mais de 80 vitimas”, destacou o delegado.

De acordo com a investigação, a empresária já possui histórico semelhante na região de Aparecida de Goiânia. Há indícios de que Vanessa Lorany tenha fugido para o Paraguai, informou a polícia.

Como o golpe era aplicado?

Empresária é suspeita de aplicar golpes com venda online, em Goiás — Foto: Arquivo pessoal

Segundo a polícia, Vanessa garantia aos clientes a reserva e o envio dos produtos mediante pagamento antecipado via Pix.

De acordo com as investigações, para criar uma falsa aparência de legitimidade e gerar “prova social”, a suspeita realizava entregas pontuais. O retorno positivo desses clientes era amplamente divulgado nas redes sociais para atrair novas vítimas.

“Essa empresária realizava a venda de produtos eletrônicos envolvendo redes sociais — WhatsApp, Instagram — e o preço dos produtos era abaixo do valor de mercado. Só que ela exigia o pagamento antecipado via Pix e realizava algumas entregas de forma a se dar um feedback positivo, e deixava de realizar várias outras, onde as vítimas ficavam sem o valor e sem o produto”, disse o investigador.

FONTE: G1

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