Com mais de 16 milhões de seguidores, criador de conteúdo recebe cobranças nas redes sociais em meio ao segundo turno; última publicação no feed foi em 22 de março.
O influenciador digital Felca tem sido alvo de cobranças nas redes sociais por parte de seguidores que pedem um posicionamento sobre o cenário político brasileiro durante o segundo turno das eleições. Nos últimos dias, centenas de mensagens foram publicadas em seus perfis, questionando a ausência de manifestações do criador de conteúdo.
Com mais de 16 milhões de seguidores, Felca ganhou notoriedade por abordar polêmicas e temas de relevância nacional em seus vídeos. No entanto, a ausência de novas publicações no feed, cuja última postagem ocorreu em 22 de março, levou parte do público a cobrar uma manifestação neste momento eleitoral.
“Cadê seu posicionamento, meu amigo? Precisamos do seu alcance”, escreveu um seguidor nos comentários de um vídeo. Outros internautas também publicaram mensagens como “Cadê o Felca?” e pediram que o influenciador utilizasse sua visibilidade para participar do debate político.
Cobranças dividem opiniões
As manifestações também incluem críticas à ausência do influenciador. Em outra publicação, um internauta questionou: “Cadê você neste segundo turno?”. Outros usuários, por sua vez, demonstraram frustração com o silêncio do criador de conteúdo.
Parte das cobranças se baseia no alcance de Felca e em seu histórico de abordar questões sociais. Outros internautas, entretanto, defendem que o influenciador não tem obrigação de se posicionar politicamente ou de declarar apoio a candidatos.
Até o momento, o material que motivou as cobranças não apresenta uma manifestação recente de Felca sobre o segundo turno.
Denúncia sobre adultização ampliou sua projeção nacional
Em agosto de 2025, Felca ganhou ampla repercussão nacional após publicar um vídeo denunciando práticas de adultização, erotização precoce e exploração comercial de crianças e adolescentes na internet. O conteúdo abordou, entre outros pontos, a exposição de menores nas redes sociais e gerou um intenso debate público.
A repercussão também colocou em evidência o caso do influenciador Hytalo Santos, citado na denúncia e posteriormente condenado a 11 anos e quatro meses de prisão, conforme as informações divulgadas sobre o processo.
O debate contribuiu para ampliar a discussão sobre a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital e ficou associado à chamada Lei Felca, nome popular atribuído à Lei nº 15.211, que instituiu o ECA Digital.
A ausência de uma manifestação política recente, portanto, reacendeu o debate entre seguidores sobre o papel de influenciadores digitais em períodos eleitorais e os limites de sua responsabilidade pública diante de temas de interesse nacional.






