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Soja registra alta na Bolsa de Chicago, mas perde força durante pregão desta quinta-feira (5/11)

Cotações tentam se recuperar após três sessões consecutivas de queda; demanda americana e projeções de safra seguem no radar dos investidores

Os contratos futuros da soja registraram leves altas na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta quinta-feira (5/11), em uma tentativa de recuperação após três pregões consecutivos de desvalorização. Apesar do movimento positivo, os preços perderam força ao longo do dia, pressionados pelas expectativas de uma oferta elevada nos principais países produtores.

Por volta das 13h26 (horário de Brasília), o contrato novembro de 2026 era negociado a US$ 11,9700 por bushel, com alta de 3,75 cents em relação ao fechamento anterior. O vencimento janeiro de 2027 avançava 2,25 cents, cotado a US$ 12,0450.

Já o contrato março de 2027 registrava valorização de 1,75 cent, a US$ 12,1200 por bushel. Para maio de 2027, a cotação também subia 1,75 cent, alcançando US$ 12,2150.

Durante a manhã, os preços chegaram a apresentar ganhos mais expressivos, mas não conseguiram sustentar os patamares máximos da sessão. O movimento mantém as cotações próximas dos menores níveis registrados nesta semana.

Demanda americana sustenta expectativas do mercado

A procura internacional pela soja dos Estados Unidos continua entre os principais fatores acompanhados pelos investidores. Na quarta-feira (4/11), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou a venda de 167 mil toneladas da oleaginosa para a Espanha, com entrega prevista para a temporada comercial 2026/27.

Outras operações também foram anunciadas no início da semana, incluindo 136 mil toneladas destinadas à China e 134 mil toneladas para compradores não identificados.

Os indicadores de exportação reforçam o cenário de demanda aquecida. Na semana encerrada em 29 de outubro, foram inspecionadas 2,44 milhões de toneladas de soja americana para exportação. O acumulado da temporada chegou a 12,18 milhões de toneladas, volume 56% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Mesmo com os números positivos, a expectativa de ampla disponibilidade global continua limitando uma recuperação mais consistente dos preços.

Safras dos EUA e do Brasil pressionam cotações

Outro fator que influencia o mercado são as projeções de produção para a temporada 2026/27. A consultoria StoneX elevou sua estimativa de produtividade da soja americana para 55 bushels por acre, projetando uma produção total de 4,725 bilhões de bushels.

Para o Brasil, a consultoria também revisou para cima sua previsão e passou a estimar uma safra de 184,95 milhões de toneladas. A perspectiva de grandes volumes de produção nos dois países aumenta a preocupação dos investidores com a oferta internacional, especialmente diante das incertezas climáticas que ainda podem afetar o desenvolvimento das lavouras brasileiras.

Relatório do USDA pode movimentar mercado

Os operadores também aguardam a divulgação do próximo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, prevista para 10 de novembro. O documento poderá apresentar novas estimativas sobre produção, consumo, exportações e estoques globais, influenciando diretamente as negociações na Bolsa de Chicago.

Para os produtores brasileiros, o comportamento das cotações internacionais segue sendo acompanhado em conjunto com a variação do dólar e os prêmios de exportação. Apesar da alta registrada nesta quinta-feira, o mercado ainda não apresenta sinais claros de reversão da tendência de queda observada nos últimos pregões.

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