Notificação extrajudicial do garoto ao Santos pegou mal com o elenco; camisa 10 vê o caso como encerrado após pedido de desculpas, mas ainda pode rolar punição como resultado da sindicância

O Santos admite um clima pesado no clube com a confusão no treino de domingo e a consequente notificação extrajudicial de Robinho Jr., na qual cobra providências e acusa Neymar de agressão. Isso tudo às vésperas de um duelo decisivo contra o Deportivo Recoleta, pelo Grupo D da Sul-Americana, nesta terça-feira, fora de casa.
Depois de ver o caso ser amenizado com o pedido de desculpas de Neymar no CT Rei Pelé por passar do ponto, o clube agora administra a repercussão sobre Robinho Jr., que teve a imagem arranhada com parte do grupo de jogadores por levar o ocorrido para “fora dos vestiários”, segundo relatos.
Nos bastidores, atletas veem a “quebra” de uma máxima do futebol por parte de Robinho Jr. ao documentar a acusação de agressão contra o Neymar no treinamento: problemas de dia a dia se resolvem no vestiário.
Por outro lado, o estafe do jovem jogador de 18 anos aguarda o recebimento das imagens do treinamento para tomar o próximo passo. Não está descartado o pedido de rescisão unilateral do contrato, em mais um caso conturbado da equipe do camisa 7 com o clube.
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Tensão nos bastidores marca renovação de Robinho Jr. com o Santos até 2031

A renovação de contrato de Robinho Jr. com o Santos Futebol Clube, válida até 30 de março de 2031, foi oficialmente celebrada pelo clube, mas ocorreu em meio a semanas de desgaste nos bastidores entre a diretoria e o estafe do jogador.
Fontes ligadas ao clube revelaram que, durante as negociações, houve um momento de tensão em que a equipe do camisa 7 chegou a determinar que o atleta não atuasse pelo time sub-20. A decisão teria ido na contramão de uma sugestão do então técnico Juan Pablo Vojvoda, que via com bons olhos a utilização do jovem na categoria.

Em abril, as duas partes chegaram a um acordo e acertaram a extensão do contrato com valorização salarial e um projeto para os próximos anos.
A equipe de Robinho Jr., até aqui, teve um dos quatro desejos atendidos na documentação enviada ao Santos: a instauração de uma apuração do ocorrido no treino de domingo.
Uma possível punição (como multa ou desconto no salário) para Neymar, que viu o caso como encerrado no domingo com o pedido de desculpas, pode ocorrer depois dessa sindicância. O próprio Santos via a confusão sepultada no domingo, antes da notificação extrajudicial enviada pelo estafe do camisa 7.
Agora, o clube tenta focar na partida desta terça-feira e amenizar o clima pesado no Paraguai antes de retornar à pauta. Procurado, o estafe de Neymar não quis se pronunciar sobre o ocorrido.
O craque, horas depois da divulgação da acusação de agressão, teve uma recepção de ídolo ao chegar a Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, fronteira com o Paraguai e local de desembarque do voo do Santos.
No hotel em Pedro Juan Caballero, o camisa 10 aparentou tranquilidade e acenou para paraguaios que lotaram a porta do local. Neymar, inclusive, compartilhou a mesma mesa de Robinho Jr. no jantar da delegação nesta segunda-feira.
Por outro lado, fontes ouvidas dizem que há um clima difícil para Robinho Jr. a partir da ação desta segunda-feira. Durante a viagem, porém, a delegação do Santos fez um trajeto tranquilo, com a presença da dupla na lista de relacionados.
Neymar e Robinho Jr. estão no Paraguai e à disposição de Cuca para a partida. O Santos, lanterna da chave na Sul-Americana, encara o Recoleta na cidade que faz fronteira com o Brasil, a partir das 21h30 (de Brasília).
FONTE: G1. LUMA NOTÍCIA






