quarta-feira, outubro 14, 2026
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Chacina em Formosa: policial aposentado, filho e amigo mataram quatro pessoas após emboscada por dívida

Investigação aponta que vítimas foram atraídas ao local sob o pretexto de um acerto financeiro; suspeitos são investigados por homicídios qualificados, associação criminosa armada e posse ilegal de acessórios de uso restrito.

Três homens foram indiciados pela participação na chacina que deixou quatro pessoas mortas em Formosa, no Entorno do Distrito Federal, em Goiás. Entre os investigados estão o policial militar aposentado Matusalém Silveiro, o filho dele, Maurício Correia, e Rodrigo Barbosa, amigo da família.

Segundo a Polícia Civil, os três foram indiciados por quatro homicídios triplamente qualificados, associação criminosa armada e posse ilegal de acessório de uso restrito. A Justiça determinou a prisão preventiva dos investigados.

O crime aconteceu em 11 de agosto, no Setor Parque Lago. Conforme a investigação, as vítimas teriam sido atraídas ao endereço sob o pretexto de resolver uma pendência financeira e recuperar um veículo retido. Ao chegarem ao local, foram surpreendidas por uma emboscada.

De acordo com o inquérito, houve diversos disparos de armas de alto poder de fogo, sem que as vítimas tivessem oportunidade de se defender.

Quem são as vítimas

As quatro pessoas mortas foram identificadas como Luis Antonio Rodrigues, de 58 anos; Gustavo Fernandes Graças, de 30; Andre Luiz Ferreira Silva, de 41; e Gustavo Aurelio Miguel, de 31.

Luís Antônio Rodrigues e Gustavo Fernandes Graças eram moradores de Goiás — Foto: Reprodução/Instagram da Prefeitura de São João d’Aliança

Segundo a investigação, os homens foram atingidos ao chegarem à porta da residência do policial aposentado.

Suspeitos foram presos após o crime

Na madrugada seguinte aos assassinatos, os três suspeitos compareceram à delegacia, prestaram depoimento e foram liberados naquele momento.

Em um vídeo divulgado após o caso, Matusalém Silveiro afirmou que agiu em legítima defesa. Segundo a versão apresentada por ele, estava na residência com o filho e um irmão de consideração quando os homens chegaram. O policial aposentado também declarou que um dos disparos teria partido de dentro da caminhonete.

Matusalém foi preso três dias após o crime. Maurício Correia e Rodrigo Barbosa ficaram foragidos por aproximadamente duas semanas e foram presos em 31 de agosto, no estado do Rio de Janeiro.

Investigação aponta disputas financeiras e agiotagem

A Polícia Civil aponta que o crime pode ter sido motivado por disputas financeiras, dívidas e cobranças relacionadas à prática de agiotagem, envolvendo o grupo investigado e terceiros.

As apurações também indicaram a existência de uma associação criminosa armada, com divisão de funções e atuação recorrente em supostas extorsões, ameaças e cobranças violentas nas regiões de Formosa e São João d’Aliança, em Goiás.

Durante as diligências, peritos recuperaram imagens de câmeras de segurança instaladas na residência de um dos investigados, localizada em frente ao local dos assassinatos. Segundo a polícia, existem indícios de que as gravações tenham sido apagadas deliberadamente.

O material recuperado permanece sob análise pericial e poderá ajudar a esclarecer a dinâmica do crime e a participação de cada investigado.

Armas e acessórios foram apreendidos

Armas de fogo, munições e acessórios foram apreendidos no local do crime e em residências ligadas aos investigados. Entre os itens estavam supressores de ruído, popularmente conhecidos como silenciadores.

Segundo a Polícia Civil, a Polícia Federal confirmou irregularidades nos acessórios de uso restrito, que não possuíam registro ou autorização.

O indiciamento representa a conclusão da etapa policial de investigação sobre os fatos apurados, mas não equivale a uma condenação. Os três investigados permanecem sujeitos ao andamento do processo judicial e à decisão da Justiça.

Tiroteio em Formosa, em Goiás, deixa quatro mortos — Foto: Reprodução/Polícia Militar

FONTE: G1

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