quarta-feira, maio 27, 2026
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Eixo Anápolis-Sudoeste concentra maioria das mortes por SRAG em Goiás; entenda o cenário

Com mais de 4 mil casos notificados e 200 mortes confirmadas, Goiás mantém estado de alerta para o avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), principalmente entre idosos e crianças pequenas. O eixo formado entre Anápolis e o Sudoeste goiano concentra atualmente a maior parte das mortes registradas pela doença em 2026.

Dados da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) mostram que, dos 200 óbitos contabilizados no estado, 134 ocorreram em apenas quatro municípios: Anápolis, Rio Verde, Jataí e Mineiros.

Anápolis lidera o ranking estadual, com 57 mortes — o equivalente a 28,5% de todos os óbitos por SRAG em Goiás. Na sequência aparecem Rio Verde, com 30 mortes, Jataí, com 26, e Mineiros, com 21. Juntas, as quatro cidades concentram 67% da letalidade registrada no estado neste ano.

Enquanto algumas regiões enfrentam forte pressão sobre a rede de saúde, a maioria dos municípios goianos segue sem registros fatais da doença. Segundo a SES-GO, 198 dos 246 municípios do estado não notificaram nenhuma morte por SRAG em 2026, o que evidencia a concentração dos casos graves em áreas específicas.

Idosos e crianças seguem mais vulneráveis

O perfil das vítimas continua sendo motivo de preocupação para as autoridades sanitárias. Crianças menores de dois anos e idosos acima de 60 anos representam os grupos mais suscetíveis às complicações respiratórias graves e às internações em unidades de terapia intensiva (UTI).

Mais da metade das mortes confirmadas no estado ocorreu entre idosos, segundo a análise epidemiológica divulgada pela Secretaria de Saúde.

A investigação laboratorial também aponta a circulação de diferentes vírus respiratórios. A Influenza já foi identificada em 20 mortes, correspondendo a 10% dos óbitos registrados. Outros cinco casos tiveram confirmação para COVID-19.

Apesar disso, a maior parte das mortes — 128 registros, o equivalente a 64% do total — foi classificada como “SRAG não especificada”, situação em que não há confirmação laboratorial conclusiva do agente causador da infecção respiratória.

Cobertura vacinal preocupa autoridades

Diante do aumento dos casos, o governo estadual intensificou as ações de vacinação contra a gripe. O último “Dia D” de imunização mobilizou milhares de pessoas em diversas cidades goianas e resultou na aplicação imediata de cerca de 23 mil doses.

Mesmo assim, a cobertura vacinal ainda está abaixo do esperado pelas autoridades de saúde.

Em entrevista, a subsecretária de Vigilância em Saúde da SES-GO, Flúvia Amorim, alertou para a baixa adesão da população à campanha.

“Nós ainda temos muito que avançar. Estamos com cerca de 32% de cobertura vacinal, muito aquém dos 90% considerados ideais”, afirmou.

 Secretaria de Saúde informou que aguarda a consolidação dos dados enviados pelos municípios para avaliar a possibilidade de ampliar a campanha de vacinação para todas as faixas etárias nos próximos dias.

FONTE: MAIS GOIÁS

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