Ferramenta usada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária permite análises preliminares em campo antes da confirmação laboratorial oficial
As equipes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em São Paulo passaram a utilizar um equipamento portátil para apoiar a fiscalização de micotoxinas em produtos de origem vegetal. A tecnologia permite realizar análises preliminares em poucos minutos durante inspeções de itens como amendoim, café, feijão, arroz e uva-passa.
O equipamento será utilizado pelas equipes do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal em São Paulo (Sipov-SP) diretamente nos locais de coleta das amostras. A ferramenta possibilita verificar rapidamente a presença ou ausência de micotoxinas, entre elas a aflatoxina em amendoim e a ocratoxina em café.
Fiscalização mais rápida
De acordo com o Mapa, a principal função da ferramenta é acelerar a triagem durante as fiscalizações. Após o resultado preliminar obtido em campo, as amostras seguem para análise oficial no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em São Paulo (LFDA/SP), responsável pelo laudo conclusivo que pode subsidiar eventual processo administrativo.
A demonstração técnica do equipamento foi realizada na última semana para servidores que atuam na fiscalização vegetal no estado. Participaram da atividade o superintendente do Mapa em São Paulo, Estanislau Steck, e equipes envolvidas nas ações de inspeção. O material divulgado não informa o modelo do equipamento, limites de detecção, capacidade diária de testes ou prazo de uso do comodato.
Do ponto de vista técnico, a adoção de triagem mais rápida pode ampliar a eficiência operacional da fiscalização, sobretudo em produtos com maior sensibilidade a contaminações que afetam a qualidade e a conformidade sanitária. Para produtores, beneficiadores e indústrias, o controle de micotoxinas é um fator relevante para atendimento de padrões regulatórios e para a destinação comercial dos lotes.
A medida amplia a capacidade de resposta da defesa agropecuária em São Paulo, mas o resultado com validade oficial permanece condicionado à análise laboratorial do LFDA/SP. Sem informações adicionais do órgão, ainda não é possível estimar ganho operacional em número de amostras, redução de prazo ou alcance das fiscalizações.
Fonte: gov.br






